Voltar

 

Reencarnação nos diferentes mundos

Daniel Valois   

 

      

valois35@terra.com.br

 

 

A Rússia enviou ao espaço o foguete Soyuz, conduzindo o satélite francês Corot, no último dia 27 de dezembro. O satélite, dotado de equipamentos com tecnologia de ponta, estará “espiando” o interior de nossa galáxia, durante seis meses e posteriormente explorará a borda, por mais seis meses, buscando sinais da existência de seres vivos em planetas terrestres, que os cientistas esperam localizar durante as pesquisas realizadas pelo satélite.

Dentro de 30 a 45 dias estarão chegando à Terra os dados científicos colhidos pelo Corot, segundo o astrofísico Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

As buscas por vida extraterrestre tem sido uma quase obsessão de alguns cientistas, impelidos pelo bom senso. Ora,  num universo imensurável, não podemos estar sós. Um planeta terrestre como o nosso, que cabe numa das  crateras abertas  na superfície de Júpiter, em julho de 1994 , pela colisão do cometa Schumacker9, não pode, nem deve, pela lógica, ser o único com seres humanos a bordo. Estão portanto com  razão os homens da ciência, que buscam vida fora dos limites da Terra.

A procura por seres inteligentes ou simplesmente por seres vivos, fora da

Terra usando apenas o princípio da analogia, não nos parece o mais adequado. Quem pode garantir que os seres inteligentes, habitantes de outros planetas  na Via Láctea ou fora dela, são todos iguais a nós? Será que todos necessitam de oxigênio e de água? Será que todos devem, morfologicamente, serem semelhantes aos da Terra, mesmo em planetas terrestres? Não poderiam ser diáfanos, vibrando muitas oitavas acima de nós, sem o revestimento da matéria densa que ainda carregamos, qual escafandro? Ou serem mais densos que nós, habitando o interior de alguns planetas?  São perguntas a ser respondidas pela ciência...

Aliás, não é só a essa pergunta que a ciência deve responder coerentemente. Com relação à origem de nossa galáxia, ou do nosso planeta, como acreditar no Big Bang? E com relação à origem do Universo, o Big Bang é ainda mais infantil. Para que houvesse a grande explosão, haveria necessidade de reunir uma quantidade inimaginável de energia, em algum lugar. De onde veio tanta energia? Em que lugar foi reunida essa energia, para que ocorresse a explosão? Quem acionou o detonador?

Se algum cientista disser que a energia veio do caos, então havia alguma “coisa” , em algum lugar. O que? Onde? Alguma coisa, procede sempre de “alguma coisa”.

Voltando ao tema, vamos ao Livro dos Espíritos, examinar a pergunta 181. 

“Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?”

Resposta: “É fora de dúvida que têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório,  porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer, porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai, sendo conseguintemente, de muitos graus essas moradas. Alguns o sabem e desse fato têm consciência na Terra; com outros, no entanto, o mesmo não se dá” .

A última palavra está com a ciência. A ela cabe provar que os Espíritos estão errados. Até agora nenhuma prova foi apresentada.

Vamos acompanhar as pesquisas do Corot. Quem sabe, não é agora que as respostas começarão a surgir?

Daniel Valois

Um estudante da Doutrina Espírita

valois@intergate.com.br