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RECONSTRUINDO O MUNDO

ATRAVÉS DE NOSSA RECONSTRUÇÃO INTERIOR

Alkíndar de Oliveira

(www.alkindar.com.br)

 

  

Uma pergunta ao leitor: Entre uma pessoa que pratica o budismo há dez anos e um espírita que abraça o Espiritismo o mesmo período de tempo, qual delas tende a ter mais serenidade e paz interior?

Para que a provável resposta do leitor encontre guarida neste texto, exponho antes um assunto que a substancia.

 

Os meios de comunicação de todo o mundo têm noticiado constantemente que o Planeta tal qual o conhecemos está sendo destruído, conseqüência da tamanha exploração de seus recursos naturais. Se não preservarmos esses recursos (água, solo, vegetação) estaremos fadados à extinção. Descobrimos que os recursos naturais não são fontes das quais podemos usufruir indiscriminadamente. É preciso que haja maior conscientização e mudança de atitude de nossa parte em relação ao meio ambiente. 

 

Precisamos passar por um processo de reconstrução desse nosso abençoado lar chamado Terra. E esta reconstrução do Planeta só se tornará realidade, se houver mudança na forma de pensar da maioria dos seus habitantes. Como é fato que mudança de pensamento implica em mudança interior, este é o caminho: trabalhar nossa mudança interior. Pois só assim atingiremos a mencionada conscientização, o que nos estimulará e nos obrigará a reconstruirmos nosso Planeta.

 

É em situação de crise que a oportunidade para nossa transformação interior se faz ainda mais presente. Como a crise mundial aí está, aproveitemo-la. 

Este artigo tem por base alguns princípios transmitidos por espíritos superiores, dos quais a ciência já comprova sua existência. Para constatar a comunicação com espíritos e a reencarnação, verdades antigas, registradas até mesmo em passagens bíblicas, você deve se despir de preconceitos, ter “olhos para ver” e ousadia para buscar suas incontestáveis provas. Livros de Allan Kardec e de médiuns renomados internacionalmente como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco, dentre outros, mostram essa realidade de forma inequívoca. Há também pesquisas atuais significativas sobre comunicação com espíritos, vida após a morte e reencarnação na literatura norte-americana. Por coincidência, o país mais afetado pela crise econômica mundial, que ao mostrar sua fragilidade, tem contribuído sobremaneira para a derrubada do alicerce materialista que tomou conta do mundo.

A Doutrina Espírita não veio para destruir religiões. O catolicismo, o protestantismo e tantas outras, não deixarão de existir quando decidirem ter como substratos o aspecto científico e filosófico do Espiritismo. Pelo contrário, a lógica da reencarnação irá enriquecê-las.

 

Não obstante, nós espíritas tenhamos a possibilidade do estudo contínuo da profunda literatura provinda dos livros de Allan Kardec, abraçando com ênfase o conhecimento espírita, não estamos fazendo dele a nossa redenção espiritual. Encantamo-nos com o conhecimento, mas, com honrosas exceções, esquecemos da prática. A fraternidade ainda não impera entre os próprios espíritas. Portanto, quem escreve este artigo não provém de um grupo composto de indivíduos espiritualmente desenvolvidos. Mas, sim, de um grupo que tem muito a aprender no quesito “prática” do que estudou e sabe, no entanto, ainda não incorporou esses conhecimentos. Fato que me deixa mais a vontade para escrever, pois faço parte da turma desses “imperfeitos”. Mas que buscam a melhoria pessoal a cada dia!

 

NOSSA DIFICULDADE EM EVOLUIR

 

Retornando a pergunta inicial: Entre uma pessoa que pratica o budismo há dez anos e um espírita que abraça o Espiritismo o mesmo período de tempo, qual delas tende a ter mais serenidade e paz interior? Antes de continuar a leitura deste texto, pense um pouco mais para responder.

 

Pelas experiências que fiz em alguns seminários, é grande a possibilidade de você, caro leitor, ter respondido que o budista é o que conseguiu maior progresso no campo da serenidade e da paz interior. E você está certo.

Mas, por que o budista consegue mais progresso do que o espírita, se o Espiritismo, pelo seu conteúdo ímpar, oferta-nos todos os ingredientes para também crescermos interiormente? A resposta é simples: nós espíritas nos especializamos no conhecimento, enquanto o budista especializou-se em seguir uma metodologia sustentada em atitudes de interiorização por meio da prática da meditação e da atenção plena. Daí o seu progresso. Todo crescimento exige método.

Em termos de conhecimento estamos muito bem. Mas nos falta seguir uma metodologia para vivenciarmos esse conhecimento, nesse ponto estamos ainda muito longe dos budistas. Como reverter esse quadro? É justamente o propósito deste artigo: mostrar uma metodologia altamente eficaz para desenvolvermo-nos interiormente aproveitando da benção que é o conhecimento espírita. Metodologia válida também aos que ainda não abraçaram os princípios espíritas, mas que estão abertos a novos conhecimentos.

 

UMA METODOLOGIA EVOLUTIVA QUE “CAIU DO CÉU”

 

A metodologia a que faço referência está no livro Seara Bendita, dos médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira e espíritos diversos, Editora Dufaux. Metodologia de caráter excepcional, ditada pelo amoroso espírito Eurípedes Barsanulfo. Disse o eminente educador: “Pugnemos por essa linha transformadora: cérebro instruído, coração sensibilizado, mãos operosas e grupos afetivos.” Essa metodologia concisa, objetiva e riquíssima, deveria ser intensamente divulgada, pois ela é “milagrosa”, sem abuso do termo.

Inseri essa metodologia nos treinamentos empresariais que ministro e obtive resultados surpreendentes. O processo sabiamente descrito pelo espírito Eurípedes Barsanulfo pede que se trabalhe quatro itens. Minha dúvida, ao implantar o método, era entender qual seria a sequência ideal das quatro etapas. Por onde começar? Por onde terminar?

A primeira constatação que tive é que o indivíduo que tem o “coração sensibilizado” muito provavelmente já trabalha bem duas questões: “mãos operosas” e “grupos afetivos”. A pessoa sensibilizada, necessariamente, não precisa ter “cérebro instruído” para atingir essas metas. Quantas pessoas simples, com pouco nível de educação escolar, são sensíveis, trabalham em favor do próximo e são afetivas? Muitas, não?

Partindo desse princípio, percebi que o melhor caminho para atingirmos nossa evolução interior, seria primeiramente trabalhar o “coração sensibilizado”, pois a pessoa sensível estaria mais aberta para percorrer as outras etapas do processo. Contudo, o tempo ensinou-me que essa minha dedução era equivocada em termos de resultados efetivos.

 

O mestre Allan Kardec concluiu em seus estudos que a verdadeira aprendizagem precisa partir do “conhecido para o desconhecido”, pois só assim a pessoa aceita com mais facilidade dar passos diferentes. Desse modo, uma metodologia para ser eficaz precisa partir da valorização do que o educando já sabe.

Colocar como primeiro degrau o “coração sensibilizado” não seria partir do conhecido, mas, sim, do desconhecido. Afinal, pouquíssimas pessoas têm o coração realmente sensibilizado. Então, veio-me a seguinte reflexão: as pessoas constantemente estão em busca de conhecimento, seja para ostentar poder, seja realmente para se instruir, então, concluí que seria necessário começar o processo pelo item “cérebro instruído”. Passei a inserir em meus treinamentos a sequência: cérebro instruído, grupos afetivos, mãos operosas, coração sensibilizado, que se mostrou acertada.

 

Pude concluir que devemos partir do conhecimento, do estudo - nesse item nós espíritas somos craques –, depois devemos incentivar a interação em equipe, que são os “grupos afetivos”, mas não somente tendo os seus integrantes lendo bons textos e dialogando, mas também abraçando uma atividade prática solidária, por exemplo, a equipe cuidar de crianças carentes (“mãos operosas”) e, então, descobri nessas experiências que o último item (“coração sensibilizado”) não precisa ser trabalhado de forma específica, pois ele é a resultante, ou a feliz consequência, da ação dos três itens anteriores. Em outras palavras, um grupo que valoriza o conhecimento, que convive pacificamente, que faz algo prático e benevolente em conjunto, naturalmente desenvolve a sensibilidade, que é a grande conquista de um espírito em evolução.

Fiquei muito feliz com essa dedução, pois, conforme já sabido, nós espíritas infelizmente estacionamos no primeiro item: cérebro instruído e agora, pelas palavras de Eurípedes Barsanulfo, sentimo-nos impelidos a caminhar para bom convívio entre diversas pessoas (grupos afetivos), tendo um projeto comum sendo trabalhado pela equipe (mãos operosas), e consequentemente, conquistaremos a sensibilização (coração sensibilizado).

 

UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

 

O grande poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare nos legou uma frase significativa: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. Usando sua poesia como inspiração, pode-se constatar uma coincidência relativa à metodologia descrita neste texto.

No início deste milênio a Unesco determinou os quatro pilares da educação para o século 21, a saber: aprender a conhecer; aprender a conviver; aprender a fazer; aprender a ser.

Pergunto-lhe, caro leitor:

“Aprender a conhecer” não tem a ver com o “cérebro instruído” que o educador Eurípedes Barsanulfo nos ensinou?

“Aprender a conviver” não tem a ver com “grupos afetivos”?

“Aprender a fazer” não tem a ver com “mãos operosas”?

“Aprender a ser” não tem a ver com “coração sensibilizado”?

Seria simples coincidência?

 

MAIS UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

 

Teremos ainda mais eficácia na aplicação dos quatro passos se, tendo o conhecimento (cérebro instruído), alimentarmo-nos de um profundo “desejo de melhora”.

Um genuíno desejo de melhora nos estimula à convivência (grupos afetivos), e também a aceitarmos o outro, colocando-o em projetos comuns ou incluindo-o em nosso universo (mãos operosas), o que nos trará, como natural consequência, o bem-vindo “coração sensibilizado”. A seqüência “desejo de melhora – interiorização – transformação”,  mais á frente desenvolvida, representa outra feliz coincidência, que se enquadra aos quatro itens da metodologia de Eurípedes Barsanulfo e também aos quatro itens da metodologia da Unesco.

 

OUTRA MEDOTOLOGIA EVOLUTIVA QUE “CAIU DO CÉU”

Caminhos Para Nossa Evolução

 

O texto a seguir, do espírito Ermance Dufaux, copiado do capítulo 19, do livro Mereça Ser Feliz (Dufaux), tem o mérito de explicitar detalhes de uma metodologia que nos leva a melhor compreensão do que até agora foi mencionado. Motiva-nos a priorizar o “desejo de melhora”, processo que alavanca o nosso desenvolvimento interior. Por fim, este artigo mostra as grandes “coincidências” que nos cercam, apontando um caminho sábio e seguro para a grande reconstrução interior de cada um de nós e, conseqüentemente, a tão sonhada reconstrução de nosso planeta.

Conforme mencionei, a seguir o texto do espírito Ermance Dufaux, com o qual finalizo este artigo:

 

Alteridade, uma palavra que merece atenção nos programas de educação.

Consideremo-la como sendo a singularidade alheia, o distinto, aquilo que é “outro”, a diferença que marca a personalidade de nosso próximo.

Nas abordagens filosóficas a alteridade tem conotações de rara beleza e profundidade demonstrando a importância da diversidade humana. Entretanto, interessa-nos mais de perto, seu enfoque ético na convivência.

O trato humano com a diferença, da qual o outro é portador, tem sido motivo para variados graus de conflitos e adversidades. Frequentemente, a dificuldade em manter a fraternidade com as diferenças e os diferentes tem ocasionado um lamentável fenômeno comportamental na sociedade; a indiferença. A indiferença é a negação da diferença; o outro não faz diferença nenhuma, é um bloqueio deliberado ou inconsciente ao distinto, àquilo que não é o “eu”. Não havendo disposição ou mesmo possibilidade de compatibilidade entre aptidões ou no terreno do entendimento, adota-se a exclusão efetiva como suposta solução para os embates do relacionamento. Leves agastamentos e decepções arrefecem as expectativas e as frágeis amizades levando muito facilmente as criaturas à mágoa e mesmo ao revanchismo.

Conviver é, de fato, um desafio. A humanidade terrena, nesse início do terceiro milênio, começa a se preocupar em delinear nos seus projetos educacionais a habilidade de “aprender a conviver” como um dos quatro magistrais pilares para todos os conteúdos das escolas do mundo (obs.: os quatro pilares da educação são “aprender a ser”, “aprender a fazer”, “aprender a conhecer” e “aprender a conviver”). Muito relevante essa medida, tomando por base que esse será o milênio do homem interior, em contraposição aos últimos mil anos que fundamentaram a era do homem exterior, o homem das conquistas para fora, sendo agora o momento das conquistas e vitórias íntimas: a era do amor falado, sentido e aplicado.

A indiferença provoca uma quase total ausência de solidariedade nas relações entre os homens. O egoísmo é o responsável por essa calamidade da vida humana, levando ao “esfriamento da sensibilidade” ante tanto desrespeito e violência.

 

Compreender as etapas da alteridade nos mecanismos afetivos, sob o prisma do progresso espiritual, é fundamental para procedermos a uma auto-avaliação de nossa posição íntima. Delineemos essas etapas do crescimento moral e espiritual em três: primeiro o desejo de melhora, posteriormente a interiorização e finalmente a transformação. Em cada uma dessas vivências dilata-se a consciência para uma concepção mais apurada daqueles que jornadeiam conosco no carreiro das experiências de cada instante. Em cada uma, a singularidade “daquele que é outro” toma uma conotação de conformidade com a maturidade afetiva e moral de cada um.

Antes de assinalarmos as características pertinentes a cada passo, deixemos claro que todo processo de mudança interior obedece a esse espírito de sequência natural. Sem desejo de melhora não existe motivação para quaisquer empreendimentos de renovação. Sem a etapa da interiorização não se deflagra o conhecimento fidedigno do trabalho a ser efetuado na intimidade de si mesmo. E a transformação é o resultado e o objetivo para o qual todos caminhamos na evolução. Esse dinamismo interior é processual e ninguém estagia em uma ou outra etapa separadamente. No entanto, para efeitos didáticos, analisemos o que costuma suceder-se na vida afetiva ao longo dessa caminhada, dentro da relação eu e o outro:

        

Desejo de melhora

Período em que nos ocupamos pelas ações no bem. Etapa marcada pelo conhecimento espiritual criando conflitos íntimos, impulsionando novos posicionamentos. A necessidade de mudança será proporcional ao nível de maturidade de cada criatura. Nessa fase o outro ainda é uma referência de incômodo, disputa e ameaça, quase um adversário para quem são dirigidas cobranças não suportáveis a si mesmo. Tal estado psicológico instiga o julgamento inflexível através da análise para fora. O principal traço afetivo e a simpatia pelos iguais, aqueles que pensam conforme pensamos, que esposam pontos de vista idênticos. Embora seja um instante de muita “convulsão” na meta de propósitos de vida, é quando o homem se define por uma nova opção de melhora com base na vida futura, na imortalidade e na ascensão. O convite ético de novos conhecimentos espirituais chega-lhe como consolo e também um abalo nas convicções. Mesmo o próximo não sendo ainda respeitado na sua diferença, trata-se do início da morte da indiferença. Apesar de não aceitar os diferentes, já se incomoda com eles, querendo modificá-los: um efetivo sinal de mutação na forma de sentir. Afetivamente não é uma postura ajustada, mas é uma estrada que se abre para superar a tendência de marginalização e impulso para repensarmos a nossa individualidade, até alcançarmos a interiorização.

       

Interiorização

Se na fase anterior a prioridade era a ação, aqui o aprendiz das questões do espírito volta-se para estudar suas reações íntimas. O conhecimento sai da esfera puramente intelectiva para o campo das reflexões sentidas, motivando a busca de estados mentais de harmonia. O “outro” promove-se à condição de espelho das necessidades de nosso aperfeiçoamento, uma extensão de nós próprios que deflagra o processo educativo; afetivamente toma a conotação daquele que nos leva a novos e mais elevados sentimentos. Esse é o estado psicológico da busca de entendimento e do autoconhecimento, uma análise para dentro. Há uma dilatação da sensibilidade para com a diferença alheia, seguida de mais intensa aceitação, disposição para o perdão e a concórdia. Começa-se assim a compreensão da importância que tem a diversidade de aptidões. O desigual passa a ser visto como alguém importante para o nosso crescimento pessoal. A maleabilidade, a assertividade, a empatia e outras habilidades emocionais passam a ser usadas com mais intensidade. Todas essas posturas sedimentam valores novos no rumo da transformação.

 

        Transformação

Os valores interiorizados atingem o campo dos sentimentos, é a mudança real. O outro é alteridade, distinção; é o estado psicológico do amor em que a diferença do outro passa a ser incondicionalmente aprovada, mais que isso, compreendida com indispensável lição de complementaridade. Nessa etapa aprende-se não só a aceitar os diferentes como se consegue aprender com eles, amá-los na sua maneira de ser. É a etapa da felicidade. O outro jamais poderá ser motivo para decepções e mágoas. Ainda que as tenhamos saberemos como lidar bem com essas emoções. A autonomia e a liberdade não permitem amarras e dependência, opressão e sentimentalismo. Aprende-se o auto-amor e por consequência ama-se sem sofrimento, sem sacrifícios; ama-se porque o amor é preenchedor e isso, definitivamente, basta.

Jesus na Parábola do Semeador, quando fala dos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre a alteridade e suas etapas. Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos, conforme suas possibilidades.

 

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito.

Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento.

Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.

Morte da indiferença, autoconhecimento, amor: caminhos da felicidade.

Em quaisquer etapas: sempre alteridade na erradicação do personalismo.

Hosanas às diferenças e aos diferentes!

 

Para saber mais:

Livro Mereça Ser Feliz, médium Wanderley Soares de Oliveira, espírito Ermance Dufaux, Editora Dufaux; Livro Seara Bendita, médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira, espíritos diversos, Editora Dufaux.