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MULHER - A ÚLTIMA ESPERANÇA!

Daniel Valois   

 

      

valois35@terra.com.br

 


          Cherchez la femme é expressão idiomática francesa, nem sempre empregada no sentido positivo. Aqui, empregamos a expressão para destacar o papel messiânico da mulher, nesse momento planetário de espanto, dor e perplexidade. Procuremos na mulher, o socorro para o Planeta!

         A notícia de que o governo estadunidense encaminhou mensagem ao Congresso daquele país solicitando alguns bilhões de dólares para o Iraque, perpassou pela minha mente como uma lufada de oxigênio azul, um raio de sol na escuridão, uma supernova rasgando o ventre do Universo... Imaginei: finalmente a reconstrução! Escolas, casas novas para o povo iraquiano, novos hospitais, escolas, reconstrução das rede de distribuição de energia elétrica e água potável e sobretudo, o resgate da esperança nos corações daquela gente esmagada por sofrimentos inimagináveis... Ledo engano, a verba é para enviar mais tropas à região. Dio mio!!??....

           O fracasso estrondoso do homem, surge em nossa mente como o espectro da morte. O homem, o macho, fracassou como líder, como guia, como imperador, como gerente do Planeta! Chega! É hora de passar o cetro à mulher. Só o amor e a competência da mulher podem reverter o quadro de horror criado pelos homens.

            Estamos vendo os resultados da incompetência do homem estampada nas feridas que sangram no corpo da Terra, algumas profundas, dolorosas... outras fora dela, na camada de carinho e proteção que Deus criou, para nos defender de perigos exteriores... A Terra chora. Chora nas enchentes de Minas Gerais, no transbordamento do Rio São Francisco, que tenta conquistar novo leito, já que o seu está assoreado, aterrado pela estupidez humana que destruiu a mata ciliar de proteção das margens... Viva o “agronegócio”!

              A Terra chorou no maremoto recente da Ásia, está chorando na Indonésia, na Europa...  Ocultando o coração esmagado sob 40º negativos nos Estados Unidos e vomitando fogo na Austrália...

              Chamemos a mulher! É hora de humildemente reconhecermos o vergonhoso fracasso!

              O retrato do homem do século XXI está impresso por Fritjof Capra nas páginas de “O Ponto de Mutação”:

              “Os economistas tendem a dissociar a economia do contexto ecológico...  O crescimento econômico, tecnológico e institucional indiferenciado ainda é visto pela maioria dos economistas como o sinal de uma economia “saudável”, embora esteja causando hoje desastres ecológicos, crimes empresariais generalizados, desintegração social e uma probabilidade sempre crescente de guerra nuclear.” (grifei)

                É ainda Capra quem reforça nossa tese em “Sabedoria Incomum”, quando reproduz o pensamento da escritora e ativista do Movimento Feminista estadunidense – Hazel Henderson: “A economia, sustenta ela, glorificou algumas de nossas predisposições menos louváveis: cobiça material, competitividade, gula, orgulho, egoísmo, imprevidência e ganância pura e simples” (grifei). O crescimento econômico incessante é aceito como um dogma praticamente por todos os economistas e políticos, que supõem ser essa a única maneira de assegurar que a riqueza material chegue até os pobres.” Henderson, entretanto, prossegue ele, “mostra, citando numerosas provas, que esse modelo em que a riqueza “escorre” para os pobres é totalmente irreal. Altas taxas de crescimento não só contribuem pouquíssimo no sentido de amenizar os problemas sociais e humanos mais urgentes como também são acompanhadas, em muitos países, por um desemprego crescente e uma deterioração geral das condições de vida. Henderson aponta também que a obsessão global com o crescimento resultou numa similaridade extraordinária entre as economias capitalista e comunista... pois ambos os sistemas baseiam-se no materialismo”.

                  “A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social (...) Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra (...) somente esse progresso pode fazer que entre as criaturas reinem a concórdia, a paz , a fraternidade” (A. Kardec em “A Gênese”).

                                                                                             

 Daniel Valois

 Professor, estudante da Doutrina Espírita