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Água, dilema da humanidade

 

 

Daniel Valois   

 

      

 valois@intergate.com.br 

 

 

  

         “No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre  as águas” ( Gênesis Cap 1º, 1 e 2)

        A importância da água para a vida é destaque no Primeiro Livro da Bíblia, que narra a criação do planeta Terra.

        O Espírito de Deus pairava por sobre as águas, fertilizando a fonte da vida. Foi exatamente da água que saiu o primeiro ser vertebrado que deu origem a todas as espécies animais que povoaram e povoam o Planeta, segundo a Teoria da Evolução.

         O poderoso simbolismo contido na Gênesis, não foi compreendido pela humanidade que pensou  água apenas para consumo e lazer, desprezando a essência da doação divina,  relegada à triste sina de cloaca a céu aberto.

         Aí estão os oceanos, mares, lagos, lagoas, rios e regatos, utilizados pelo homem como depósito de esgotos e lixo de toda natureza, inclusive radioativo.

         A construção de uma consciência preservacionista surgiu com o conceito de ecologia.  Um pouco tarde, é verdade, mas ainda a tempo de salvar o que resta de água potável, se quem decide quiser. E querer, aqui, significa opção pela VIDA ou pela MORTE..

         No Dia Internacional do Meio Ambiente, comemorado recentemente (dia 05 de junho), cientistas, políticos, pesquisadores e organismos internacionais, manifestaram angústia com relação ao futuro do Planeta diante da irresponsabilidade da raça humana, que dizimou as florestas, em algumas regiões, através do corte indiscriminado, sem preocupação com o reflorestamento, e calcinou o solo por meio de queimadas irresponsáveis e perversas, que se repetem a cada dia, ao arrepio da lei e do bom senso.

          As matas ciliares que garantem perenidade aos cursos d’água não foram poupadas, por ignorância, por ganância ou simplesmente por maldade.

           A escassez de água atinge hoje a mais de 1 bilhão de pessoas em todo o Planeta, foi a revelação do III Fórum Mundial da Água, realizado no Japão, em março de 2003.

            Na Terra, a água está distribuída assim: 97,3% nos oceanos; 2% nas calotas polares e no vapor d'água da atmosfera, inacessíveis. Os restantes 0,7% estão nos rios, lagos e aqüiferos que nos abastecem (fonte WWI - Universidade Mata Atlântica - 2003).

            A Suprema Inteligência do Universo – Causa primária de todas as coisas – DEUS, enviou através de Seus Emissários, algumas advertências ao homem, com relação à água, que foram minimizadas, negligenciadas, envolvidas em mistério, misticismo, superstições, etc, ou relegadas a interpretações equivocadas.

            No Capítulo 16 do Apocalipse, o Livro da Revelação canalizado pela mediunidade do apóstolo João Evangelista, está escrito:

             “Derramou o terceiro (anjo) a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue”

              O professor Nelson Lobo de Barros, no livro ”A Mensagem do Apocalipse”, associa, “sangue”, tantas vezes mencionado no Apocalipse com morte. Encampamos o pensamento do eminente escritor, porque os fatos concretos estão aí. O conteúdo da terceira  taça está sendo derramado nos mares e cursos dágua., semeando morte. Os “Anjos da Morte” do Apocalipse são os próprios homens. Homens sem consciência que, na busca desesperada do lucro,da riqueza, do poder e do gozo,  atropelam a qualidade de vida, agridem o Planeta e matam o próprio homem...

 

                                                              Daniel Valois

                                Conselho Regional Espírita de Florianópolis(CRE-1)

                                                          valois@intergate.com.br